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Alongamento muscular no tratamento da síndrome femoropatelar

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sindrome-femoropatelar-alongamento-RPG-SouchardEficácia de duas técnicas de alongamento muscular no tratamento da síndrome femoropatelar: um estudo comparativo

Autores: Cristina Maria Nunes Cabral, Cíntia Yumi, Isabel de Camargo Neves Sacco, Raquel Aparecida Casarotto, Amélia Pasqual Marques. Esse estudo foi realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, USP e publicado na Revista Fisioterapia e Pesquisa em 2007.

A síndrome femoropatelar (SFP) possui como característica dor peri ou retropatelar, na ausência de outra afecção no joelho. Representa um problema comum no joelho de adolescentes e adultos jovens fisicamente ativos, atletas ou não.

O tratamento conservador leva a um alívio dos sintomas na maioria dos pacientes e geralmente inclui exercícios de fortalecimento (com ênfase no músculo vasto medial oblíquo, uma das porções do vasto medial), alongamento muscular, controle motor, modalidades terapêuticas e uso de antiinflamatórios.

O alongamento estático é o mais seguro por exercer uma força relativamente constante, vagarosa e gradual, de forma a evitar o reflexo de estiramento.

A Reeducação Postural Global (RPG) busca o alongamento muscular através da utilização de posturas específicas a fim de atingir determinadas cadeias musculares.

Portanto, o objetivo desse estudo foi comparar a eficácia do alongamento global, através da RPG, e segmentar na recuperação funcional de pacientes com SFP.

Metodologia: Participaram do estudo 26 mulheres de 18 a 32 anos, que apresentavam dor femoropatelar há pelo menos seis meses, sedentárias e com encurtamento muscular dos músculos isquiotibiais; sendo excluídas as com sinais e sintomas de outras patologias do joelho.

Somente 20 mulheres realizaram todo o tratamento adequadamente. Estas foram divididas em dois grupos: grupo 1 (G1), com 10 pacientes, realizou alongamento dos músculos da cadeia posterior pela técnica de RPG; e grupo 2 (G2), com 10 pacientes, realizou alongamento segmentar dos músculos isquiotibiais e gastrocnêmio.

As participantes realizaram avaliações prévia ao tratamento e pós. A avaliação incluiu avaliação postural, quantificação da dor, flexibilidade, amplitude de extensão da perna, medida do ângulo Q, atividade eletromiográfica e capacidade funcional.

Reeducação Postural Global: as participantes realizaram duas sessões semanais de RPG com duração de 30 minutos por oito semanas. Foram adotadas duas posturas em fechamento, “rã no chão” e “bailarina”.

O G2 realizou 5 repetições, man- tidas por 30 segundos bilateralmente, de alongamento segmentar.

Resultados: O grupo G1 apresentou diferença estatisticamente significativa (p<0,05) em todas as variáveis, exceto na atividade EMG. Com dados semelhantes ao do grupo G2, exceto no quesito dor.

Quanto ao índice de flexibilidade, as mulheres do G1 apresentaram melhora significativamente maior quando comparadas ao G2.

Nas demais análises, ambos os grupos apresentaram bom desempenho sem que houvesse diferença entre estes.

Conclusão: Através dos resultados obtidos, conclui-se que os tratamentos melhoram os sinais e sintomas da SFP, sem alteração na atividade eletromiográfica. Porém, o grupo que realizou alongamento pela técnica de RPG mostrou melhoras mais significativas em relação à intensidade da dor e maiores ganhos em flexibilidade.

Dessa forma, pode-se sugerir que os exercícios de alongamento, em especial o global, também devem ser indicados no tratamento de pacientes com SFP, principalmente nas fases iniciais, onde se objetiva uma redução efetiva da intensidade da dor, com flexibilidade e alinhamento articular, facilitando o fortalecimento muscular.

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