Textos para pacientes

Corrida de rua – Melhore o desempenho com a RPG

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A corrida de rua pode ser considerada uma atividade de alto impacto, ao passo que as cargas impostas ao corpo compreendem até 8 vezes o peso corporal. Atualmente, as grandes empresas de tênis investem cada vez mais em tecnologias no desenvolvimento dos seus produtos, os quais são adorados por aqueles que praticam a corrida.

Um bom tênis é, sim, fundamental. Mas, igualmente importante é saber que o nosso corpo também apresenta mecanismos para a diminuição dos impactos impostos. As nossas articulações funcionam como verdadeiros amortecedores para as cargas e para tal elas precisam estar livres para o movimento.

As reações naturais do corpo e o surgimento de patologias

O que acontece é que com a atividade repetitiva de musculaturas específicas, tais musculaturas vão encurtando, tornando-se rígidas. Essa rigidez muscular atua impondo cargas frequentes em um mesmo ponto do osso inúmeras vezes, assim como também, tracionando os ossos e comprimindo as articulações. Os movimentos tornam-se então limitados e os atritos entre as estruturas surgem, porque o espaço articular diminuiu.  É desse mecanismo que surgem as patologias comumente apresentadas por corredores, tais como o joelho do corredor (dor no compartimento lateral do joelho ocasionada pela fricção do trato íleo-tibial nas estruturas ósseas do joelho); e a síndrome do estresse medial da tíbia ou a canelite (ocasionada pela tração constante da musculatura que se insere na região do ponto doloroso).

É interessante saber que a cada passada, durante a aterrissagem do pé no solo, as articulações geram angulações onde algumas musculaturas, principalmente dos pés e das pernas, são exigidas em estiramento e se elas não estão flexíveis, elas não irão “esticar-se” amortecendo essa carga e transmitirão todo o impacto comprometendo seus tendões, inserções ósseas e articulações. Pode-se citar o exemplo da fáscia plantar, importante estrutura responsável pelo amortecimento do impacto, a qual no momento da aterrissagem do pé no solo, funciona como um elástico, diminuindo o arco plantar para depois liberar essa energia no desprendimento do pé. Quando esta fáscia está rígida, sem flexibilização, ela não pode atuar tal qual um elástico e transmite todo o impacto na sua inserção óssea produzindo uma inflamação, a chamada fasciite plantar, não rara entre os atletas de corrida. Quando nossos músculos estão rígidos, encurtados, a capacidade de absorver o impacto pelo nosso corpo diminui

Músculos rígidos e encurtados comprometem a capacidade do corpo em absorver os impactos, ocasionando lesões. O segredo é manter a musculatura flexibilizada.

E qual seria uma boa opção para manter essa flexibilidade?

Existe uma especialização da fisioterapia chamada de Reeducação Postural Global, a RPG. Esse método aborda o paciente como um todo, e tem como base a flexibilidade muscular, a descompressão articular e o reposicionamento das estruturas para o seu funcionamento ótimo. O trabalho com a RPG previne lesões e patologias comumente associadas à corrida, pois torna tendões, músculos e articulações mais aptos a absorver impactos, sem que os mesmos gerem tanta sobrecarga e atrito sobre as estruturas. Para os que já apresentam alguma lesão ou patologia, a RPG também é responsável pelo tratamento, proporcionando ótimos resultados em um espaço de tempo relativamente curto. Saibam que muitos dos problemas músculoarticulares desencadeados pela corrida, como a síndrome do estresse medial da tíbia, tendinopatia de aquiles, fasciite plantar, síndrome do trato iliotibial, dentre outros, podem ser evitados e, se já instalados, podem ser tratados através da Reeducação Postural Global (RPG). Além disso a RPG ajuda a aumentar o seu rendimento.

Como é o tratamento de RPG?

A RPG deve ser aplicada por fisioterapeutas RPGistas, ou seja, que participaram do curso preparatório ministrado por Philippe Souchard.  O tratamento consiste em consultas de 1 a 2 vezes por semana com cerca de 1 hora ou mais de duração de acordo com a necessidade a ser avaliada pelo fisioterapeuta acompanhante. Logo na primeira avaliação pode se ter uma idéia do tempo a ser dedicado e da duração do tratamento.Os resultados aparecem em torno da décima sessão e atingem sucesso em até 90% dos casos. O campo de aplicação é enorme e o método de tratamento deve elevar-se ao nível de complexidade de cada caso ou patologia.

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